sábado, 22 de maio de 2010

apaguei a minha estampa e fiz um desenho incompreensível. como se a vida fosse um quebra-cabeças, e eu, uma peça deformada que não se encaixa em lugar algum. e eu tento ser honesto, é minha melhor justificativa pra ser quem eu sou. mas tento esconder a minha pretensão como quase todo mundo faz. como quase ninguém diz que faz.

sábado, 17 de abril de 2010

Só sei o que dizem: tem algo a ver com o Sol

fisicamente, sou um acidente banal que o UNIVERSO sofreu e sofre.
vivi dezenas de trezentos-e-sessenta-e-cinco-dias
e nesse meio tempo
desloquei-me.

enquanto ser, embora de natureza acidental, parte do que faço é meticulosamente premeditado.

acho que tudo o que falo é pouco sobre mim
que tudo que disserto fala um pouco sobre mim
inclusive e principalmente aquilo que não falo. preste atenção
(em tudo que não falo)!

importante mesmo, acredito, é aquilo que não sei pôr. por causa disso, acho tanto.

sei que faço parte de um processo
onde acidentes continuam acontecendo, acontecendo e acontecendo...

indefinidamente.

sobre mim, e o meu ponto de vista particular?
disse o que disse, e o que disse
soou como sou
irrelevante?

só então
contento-me.




sexta-feira, 19 de junho de 2009

A procura de fragmentos meus


Estou por aí, estou avulso, a mercê da próxima oportunidade de ser feliz. Juntando fragmentos de mim que encontro jogado nas quinas, cantos e embaixo de objetos pesados e rústicos. Estou aqui, ali, por todo lado, depois que terminar de catar meus cacos partículas e átomos quem sabe eu escolha um novo jogo pra me distrair, ou me acomode a sonhar em algum canto, quem sabe não escreva um conto? Talvez, se nada mais funcionar me desmonto, jogo os pedaços ao vento e recomeço a eterna procura de mim mesmo, sem pressa, desenhando figuras nas paredes recentemente pintadas de branco e assobiando uma canção.

sábado, 13 de junho de 2009

Manisfesto moderno

Vamos curtir a vida e deixar que a próxima geração se preocupe com essa coisa de revolução e tal (o futuro a gente põe nas mãos de Deus)...Quem se importa com o que dizem os poetas, vamos viver a realidade consumista do capitalismo selvagem. Vamos reproduzir e prosperar, não temos tempo a perder com filosofia e sentimentalismos (isso é coisa de vagabundo), vamos pensar na herança em dólares que deixaremos pros nossos filhos (inclusive os bastardos). Marchemos todos em prol do progresso e da evolução, rumo a extinção (com direito a comentários em tempo real pelo twitter).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Divagando...

Meus escritos são escolhas óbvias de palavras ordenadas em filas, sempre da esquerda para a direita, sempre querendo dar um sentido a isso que não devia ter nome...também eu não deveria ter um nome, nem um sentido, nem uma meta ou uma ordem, não deveria viver a vida seguindo da esquerda para a direita, há tantas outras possibilidades a se seguir, agir assim, só pelo agir sem esperar em troca reconhecimento sem a pretensão de querer fazer parte da história, sem pensar se estão ou não olhando. Pra que trilhar pelo caminho que tantos outros já trilharam e não chegaram a lugar nenhum? se for pra chegar a lugar algum, que seja pelo meu próprio caminho.

...

gosto de vir aqui e "me ler".
que coisa...sera que tem nome pra isso?

quinta-feira, 19 de março de 2009

Aos surdos

Eu não ligo se alguém se importa
grito só por gritar
pra matar a vontade
pra abrir caminho pra outros sentimentos.

Não ligo se alguém escuta
não grito pra ninguém
grito por mim
grito como ultimo recurso pra sentir, quando nada mais faz efeito.

Grito por que sou inquieto
grito por que não há resposta.
Por muito tempo, me calei
grito porque não quero mais ser um dos que se calam.